Arquitetos Importantes

Eugène-Emmanuel Viollet-Le-Duc nasceu na capital Francesa no dia 27 de janeiro de 1814, vindo de uma família burguesa que cultivava a pratica das artes e cultura, iniciou sua carreira na área da arquitetura e no desenho no ano de 1830, onde seus estudos e experiencia vasta, lhe proporcionaram um domínio sobre estilos arquitetônicos, técnicas construtivas e sobre a arquitetura da idade média.
Quando terminou os estudos, optou por aprender a pratica da arquitetura, Indo trabalhar no ateliê dos amigos Jean-Jacques Huvé e Achille Leclère, ao invés de estudar na (École des Beaux-Arts) Escola de Belas Artes, por achar que se tratava de uma escolha de estudo muito arcaica. Para aumentar o interesse e experiencia pela arquitetura medieval, decidiu fazer uma viagem pela Itália e França, aprofundando o conhecimento sobre a arquitetura Clássica e Grega.

Sua carreira se consolidou principalmente na área do restauro, mais precisamente em catedrais e castelos medievais, se tornando um dos principais integrantes da comissão encarregada da preservação dos monumentos históricos. Em 1836, participou da restauração em Saint Chapelle, mais tarde considerado pelo próprio Viollet como um laboratório experimental.
Seus trabalhos e experiencia se somaram com o passar dos anos com um currículo bastante vasto, podendo-se destacar a Igreja de Vézelay, Notre-Dame de Paris, Carcassone, Saint-Sernin de Toulouse, e Amiens. No ano de 1849 Viollet-Le-Duc e Mérrimée, publicaram uma introdução técnica sobre a restauração dos edifícios diocesanos. Texto considerado fundamental, tendo grande influência na formação de profissionais da área.
No inicio de tudo, sua função se limitava apenas em restaurar as formas originais dos monumentos. Porém, mais tarde, passou a acrescentar aos edifícios elementos de sua própria autoria, passando a ser visto com reservas por arquitetos e arqueólogos do século XX.
Foi nomeado inspetor geral dos edifícios diocesanos em 1853, ficando encarregado do resguardo de várias igrejas de todo o território Francês. Nesse contexto, suas intensas atividades de produção intelectual, consolida sua linha de ação e suas teorias sobre a restauração, se concretizando mais tarde, o que hoje chamamos de “Restauração Estilística”.
Le-Duc promoveu um sistema teórico ideal entre os elementos da estrutura, forma e função, procurando sempre a lógica do conjunto arquitetônico. Esse sistema proporcionou a formação de um modelo base para os seus projetos de intervenção e restauração. Ele não se contentava em fazer apenas uma reconstituição hipotética do monumento original, mas buscava sempre fazer uma reformulação ideal de um dado projeto.
Viollet-Le-Duc morreu em Lausanne, Suíça no dia 17 de setembro de 1879. Deixando uma herança de valor notória, seus conhecimentos de arquitetura e restauro, ainda são compartilhados e utilizados como referência atualmente.

Das várias obras publicadas por Viollet-Le-Duc, se destacam duas maiores bibliografias o Dictionnaire Raisonné de l’Architecture Française du XI au XVI Siècle de dez volumes, publicado entre os anos de 1854 e 1868, e o Entretiens sur l’Architecture escrito entre os anos de 1863 e 1872.

Le-Duc defendia que conhecendo precisamente o estilo arquitetônico e comandando o sistema construtivo da edificação, conseguiria conquistar completamente os propósitos de um processo de restauração.
“Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado que pode não ter existido nunca em um dado momento” – Viollet-Le-Duc – Sua prática profissional mais intensa se fundamentou nesse pensamento e inspirou as ações interventivas de muitos países europeus.
“Em se tratando de restaurar as partes primitivas e as partes modificadas, deve-se não levar em conta as últimas e restabelecer a unidade de estilo alterada, ou reproduzir exatamente o todo com as modificações posteriores?”

Observa-se que Viollet-Le-Duc sofreu uma influencia direta em seu caráter profissional, na maneiro como a arquitetura gótica era estabelecida, onde as mudanças possuíam força na essência do monumento.

Viollet-Le-Doc defendia que um arquiteto encarregado de uma determinada restauração, além de ser um profissional da pratica reconhecida, deveria conhecer perfeitamente todas as escolas e estilos com seus diversos períodos da arte, além de possuir básicas noções de arqueologia. Desta forma, o arquiteto seria implacável o suficiente para distinguir o velho do novo, fazendo com que se destacasse os traços das modificações ao invés de oculta-los.


-Natália Mota.

adm@estruturasonline.com

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